Me diga
Me diga
Que surpresa o futuro me trás?
Que apenas seja
Outra surpresa
26.6.06
Às vezes ficamos impotentes diante de nossos próprios sentimentos. Parecemos crianças perdidas na própria ingenuidade dos pensamentos. E somos. Somos imbecis se agirmos pela razão. Somos imbecis se agimos pelo coração.
“Auto-crítica camarada”, dizia uma amigo meu.
Então esperamos. Esperamos o tempo. As pessoas. Uma atitude alheia. É mais fácil assim. Mas e o caráter? O que é caráter? Ter uma única personalidade, ser forte e seguro? Silenciar-se? Ninguém jamais poderia. Acho.
“Auto-crítica camarada”, repito-me diariamente.
O que é certo? Talvez o certo no mundo de hoje seja desprover-se dos sentimentos e viver fechado, como um mentiroso. Fingindo ser. Fugindo. A recusa do medo.
“Auto-crítica camarada”, penso e insisto. Mas continuo sem existir.
Sonhei que era diferente. Que poderia ser diferente. Acreditei. Mas preferi não ousar. Fiquei com medo que esse não fosse o caminho. Que caminho? Há felicidade?
“Auto-crítica camarada”, tentei.
Nós somos otimistas. Eu acho que sim. Precisamos nos questionar algumas vezes. Temos que viver intensamente. Então teremos que sofrer e ser felizes intensamente. Só não quero conselhos. Busco-os, mas não os quero. Queria apenas seguir meu destino com a certeza de estar seguindo-o. Tranqüila com as minhas decisões. Sem interrupções.
Mas somos todos impotentes. Impotentes na alma.
Chega!!! Vou pagar pra ver!!!!
“Auto-crítica camarada”, dizia uma amigo meu.
Então esperamos. Esperamos o tempo. As pessoas. Uma atitude alheia. É mais fácil assim. Mas e o caráter? O que é caráter? Ter uma única personalidade, ser forte e seguro? Silenciar-se? Ninguém jamais poderia. Acho.
“Auto-crítica camarada”, repito-me diariamente.
O que é certo? Talvez o certo no mundo de hoje seja desprover-se dos sentimentos e viver fechado, como um mentiroso. Fingindo ser. Fugindo. A recusa do medo.
“Auto-crítica camarada”, penso e insisto. Mas continuo sem existir.
Sonhei que era diferente. Que poderia ser diferente. Acreditei. Mas preferi não ousar. Fiquei com medo que esse não fosse o caminho. Que caminho? Há felicidade?
“Auto-crítica camarada”, tentei.
Nós somos otimistas. Eu acho que sim. Precisamos nos questionar algumas vezes. Temos que viver intensamente. Então teremos que sofrer e ser felizes intensamente. Só não quero conselhos. Busco-os, mas não os quero. Queria apenas seguir meu destino com a certeza de estar seguindo-o. Tranqüila com as minhas decisões. Sem interrupções.
Mas somos todos impotentes. Impotentes na alma.
Chega!!! Vou pagar pra ver!!!!
6.6.06
Queria ser milionária
Dinheiro
É um pedaço de papel
Ou uma arma
Ou um céu
Não é nada
Mas pode ser muito
Sem dinheiro
Não se vive por inteiro
????????????????????
Com dinheiro
Não se vive por inteiro
????????????????????
esdrúxulo (adoro essa palavra)
ou luxo
É um pedaço de papel
Ou uma arma
Ou um céu
Não é nada
Mas pode ser muito
Sem dinheiro
Não se vive por inteiro
????????????????????
Com dinheiro
Não se vive por inteiro
????????????????????
esdrúxulo (adoro essa palavra)
ou luxo
5.6.06
SURPRESA...
Uma fresta pequena separa os lábios
Olhos bem abertos, hostis
É tão difícil entender
O que se passa mundo afora
É tanto tempo
Em poucas horas
Vou me deitar
eu vou
Olhos bem abertos, hostis
É tão difícil entender
O que se passa mundo afora
É tanto tempo
Em poucas horas
Vou me deitar
eu vou
29.5.06
De que vale o céu?
De que valem os sentimentos? Alegria ou tristeza. Amor e ódio. Solidão, rancor, mágoa, amizade, carinho. Enquanto nos acolhem, podem nos apunhalar pelas costas. Tenho-os comigo. Todos. Todos espremidos em 15 minutos de um mesmo dia. Um dia ensolarado e nem era domingo. Tenho-os comigo. Todos espremidos em uma única pessoa. Amiga, inimiga, do bem e do mal, que me transborda de risos, mas me deixa sozinha nas lágrimas. Anjos e demônios. Não sei mais para onde ir. Que caminho deveria seguir. Em quem e no que devo acreditar. Sinto existir. Só tento resistir. À vida.
Busco o equilíbrio. A equação exata. A saída. A coragem e a vitória.
Busco o equilíbrio. A equação exata. A saída. A coragem e a vitória.
JULGAMENTO
Eu sou Crislaine B.. Tenho 23 anos. Estou grávida. Atenção curiosos que estavam na dúvida ou não sabiam: é verdade. Vou ter um filho. Um filho de uma mãe que tenho medo de ser. Um filho de um pai que nem quer saber, saber o nome, se é homem ou não. Com uma família que aceita, rejeita, metade ama, metade ignora. E que momento difícil. Dos milhares de amigos que tinham restaram tão poucos que é fácil de contar. E ainda que os multiplicassem, muito menos seriam. Eu amo essa criança. Amo também todas as lembranças, que hoje ficam para trás. Quero que saibam que minha tristeza é por vocês, não por mim. Estou num mar de rosas. Sem fim. Um filho é algo eterno. É meu coração fora de mim. Só que os olhares que vejo ao meu redor, já não sei se ha verdades assim. Nessas vozes, nesses sorrisos, naum sei mais se são pra mim. Então escrevo. Escrevo para entender porque voltou a me procurar. Por que todos voltaram a me procurar? O que há? Não existe culpa, não há. Te perdôo, mas não esqueço. Não sinto raiva, sinto mágoa. Estou tão congelada. Assustada com certas reações. Ser humano canalha. Justiça hipócrita. Política. Revolução. Comida e ração. Que mundo espera meu filho? Quem ele será? Como será? Será? Vou te pegar e levar pra esse meu cantinho, onde até mesmo eu, 1 metro e oitenta, me sinto pequenininha. Vou te dar um beijinho e dizer que te amo. E que só isso quero amar e te ensinar. Pronto. Não há felicidade. Existem momentos felizes. Você me salvou de tudo isso, prometo te salvar também.
26.2.06
19.2.06
há verdade? a verdade
Força e fraqueza
batidas desordenadas no coração
sou livre, mas e se o meu caminha já foi traçado?
Um dia chorei
tive medo
e encontrei a seriedade na alucinação
Silêncio
o amor eh piedade
Eis o sono
assim permaneço sozinha
presa numa infancia
nos mistérios da vida,
da puberdade
um erro
repudiando e amando
Como um grito mudo
entre o ser e o estar
E o azar, ainda não falei da sorte
e do bolo de marshmallow
da galinha que ciscava e naum via o sol
Perda total de memória
quanto ao todo
nunca sei
queria naum ter medo do escuro
Mas certas coisas resistem às explicações
AUTOINTERROGO-ME
e depois que se é feliz?
batidas desordenadas no coração
sou livre, mas e se o meu caminha já foi traçado?
Um dia chorei
tive medo
e encontrei a seriedade na alucinação
Silêncio
o amor eh piedade
Eis o sono
assim permaneço sozinha
presa numa infancia
nos mistérios da vida,
da puberdade
um erro
repudiando e amando
Como um grito mudo
entre o ser e o estar
E o azar, ainda não falei da sorte
e do bolo de marshmallow
da galinha que ciscava e naum via o sol
Perda total de memória
quanto ao todo
nunca sei
queria naum ter medo do escuro
Mas certas coisas resistem às explicações
AUTOINTERROGO-ME
e depois que se é feliz?
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